[RESENHA] A Defesa no Tribunal do Júri, de Rodrigo Faucz

março 18, 2026

 


Ler A Defesa no Tribunal do Júri: Guia para análise, planejamento e estratégias, do Rodrigo Faucz, foi para mim mais do que um estudo técnico: foi quase uma vivência. Eu sempre acreditei que atuar no Júri exige mais do que domínio jurídico; exige postura, estratégia, leitura humana e, principalmente, responsabilidade ética. E é exatamente nesse ponto que o livro se destaca: ele nos lembra que a tribuna é um espaço em que técnica e humanidade caminham juntas.

Logo nas primeiras páginas, Faucz deixa claro que não existe improviso de verdade no Tribunal do Júri. A eloquência sem preparação é apenas vaidade travestida de talento. E essa verdade, que eu já percebia empiricamente, ganha um contorno muito mais sólido quando ele sistematiza cada etapa da defesa, desde a análise dos autos, passando pela construção de teses, até a condução da própria sessão de julgamento. O que mais me chamou atenção foi o nível de detalhamento do planejamento defensivo, algo que, para quem atua na prática criminal, faz toda diferença.

O livro conversa diretamente com jovens advogados e com quem está começando no Tribunal do Júri, mas ele também cutuca quem já atua há anos. Ele nos obriga a pensar em métodos, em escolhas narrativas, em como se posicionar diante dos jurados e, talvez o mais importante, em como respeitar o acusado de forma integral. Faucz demonstra que a defesa não é espetáculo, mas responsabilidade; não é performance, mas técnica emocionalmente orientada.

Uma das reflexões que mais me marcou é a insistência do autor na importância do estudo contínuo. É muito fácil cair na armadilha do “já sei como fazer”, especialmente quando começamos a ganhar experiência. Porém, o Júri muda, a sociedade muda, as narrativas mudam. Quem não acompanha, fica para trás. E Faucz lembra isso de forma clara, direta e, eu diria, motivadora. Ler esse livro reacendeu em mim aquela sensação de que o aperfeiçoamento é infinito e que ser defensor é um compromisso de vida inteira.

Outro ponto forte é a abordagem ética. Em tempos de discursos punitivistas e pressões externas, o livro nos recorda da função essencial da defesa: garantir direitos. Para quem vive o dia a dia da advocacia criminal, esse é um golpe de realidade necessário. Não existe espaço para vaidade quando se fala em liberdade e dignidade humana.

Ao terminar a leitura, fiquei com aquela sensação boa de ter aprendido algo que realmente posso usar amanhã, no escritório, na preparação de um caso, na orientação de um aluno ou na reflexão sobre minha postura diante dos jurados. É um livro que não apenas ensina técnicas; ele transmite maturidade profissional.

Se você é estudante, jovem advogado ou mesmo alguém que já atua no Júri e quer aprofundar sua compreensão sobre estratégia e responsabilidade defensiva, esse livro merece um lugar na sua mesa de trabalho. Ele não é apenas leitura; é ferramenta.

Se você, assim como eu, acredita que a advocacia criminal exige estudo contínuo e preparação estratégica séria, recomendo fortemente adquirir A Defesa no Tribunal do Júri, do Rodrigo Faucz. É um livro que eleva a forma como você pensa a defesa, e transforma a forma como você atua.

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