Como se preparar para a 1ª fase da OAB: um guia realista, didático e sem ilusões
janeiro 14, 2026A preparação para a 1ª fase da OAB costuma ser um dos momentos mais desafiadores da vida acadêmica. Não apenas pelo volume de conteúdo, mas pela sensação constante de insegurança: “Será que estou estudando certo?”, “Será que vou dar conta?”, “E se não passar?”. Essas perguntas são comuns, legítimas e fazem parte da jornada. Mas também são perguntas que, com método e clareza, você consegue silenciar.
A verdade é que passar na OAB não é um evento mágico, nem privilégio de gênios. É um processo. E, como todo processo, exige estratégia, organização e constância. A prova cobra menos entendimento filosófico do Direito e mais capacidade de reconhecer padrões, algo que se desenvolve com treino. Por isso, a preparação precisa ser simples, direta e eficiente.
Um ponto importante que muitos ignoram é o tempo mínimo de preparação. Embora cada estudante tenha seu ritmo, dois meses de estudo consistente é o mínimo recomendável para chegar no dia da prova com segurança. Menos do que isso deixa lacunas, aumenta a ansiedade e reduz a absorção real do conteúdo. É possível passar estudando menos tempo? Sim. Mas é raro, e não deve ser a estratégia padrão de ninguém.
O primeiro pilar é a constância. A maior armadilha para quem começa a estudar é acreditar que precisa mergulhar em horas e horas de conteúdo por dia. Isso gera exaustão, frustração e, muitas vezes, abandono. O caminho mais seguro é o da regularidade: estudar um pouco todos os dias, com foco e sem distrações. Trinta dias de constância valem mais do que três dias de intensidade.
E, aqui, entra uma verdade que quase ninguém diz: o maior desafio da OAB não é o conteúdo, é o psicológico do aluno. O volume de disciplinas assusta no papel, mas na prática a FGV repete padrões e cobra muito mais reconhecimento do que aprofundamento. O que derruba mesmo é a ansiedade, a comparação com colegas, o medo do fracasso e a sensação de que “não lembro de nada”. A luta mental é tão importante quanto a luta intelectual.
Outro ponto fundamental é entender que revisar é tão importante quanto aprender. A memória humana é falha, quem estuda sem revisar esquece. Por isso, revisões semanais e mensais consolidam o conhecimento e reduzem a sensação de que “não lembro de nada”. A OAB exige retenção, não apenas exposição ao conteúdo.
A terceira estratégia é óbvia, mas muitos ignoram: resolver questões. A banca FGV tem padrões, manias, repetições e preferências. Quem treina questões aprende a identificar esses padrões e entra no dia da prova com segurança. Questões também ajudam a medir a evolução e a perceber quais assuntos precisam de reforço. Estudar sem fazer questões é como tentar aprender a dirigir apenas lendo o manual.
Também é essencial não cair na armadilha de trocar de material toda semana. Muitos estudantes acreditam que falta “o PDF perfeito” ou “a videoaula perfeita”. Isso não existe. O que existe é disciplina. Escolha um bom material, confie nele e siga. Mudar de fonte o tempo todo só causa confusão e desperdício de energia.
Além disso, é impossível falar em preparação para a OAB sem mencionar o fator emocional. A ansiedade, a comparação com outros estudantes e o medo do futuro são grandes inimigos de quem está se preparando. Por isso, cuidar da saúde mental não é luxo, é estratégia. A aprovação exige maturação, e maturação demanda tempo. Alguns dias vão render muito; outros, quase nada. E tudo bem. O importante é seguir.
Por fim, lembre-se de que estudar para a OAB é, acima de tudo, um processo de transformação pessoal. Você não está apenas se preparando para uma prova; está se preparando para a profissão que escolheu exercer. Cada página estudada, cada questão errada, cada revisão cansativa, tudo isso te torna mais forte, mais maduro e mais pronto para a advocacia.
A aprovação não é um troféu reservado para poucos. É consequência natural de quem respeita o processo.
Se você está se preparando para a 1ª fase, respire, organize-se, confie no método e avance um dia de cada vez. A sua carteirinha está muito mais perto do que você imagina.
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