Como um estudante de Direito pode ganhar dinheiro com um canal no YouTube
fevereiro 16, 2026
Criar um canal no YouTube pode ser uma das formas mais inteligentes de um estudante de Direito começar a ganhar dinheiro ainda na graduação, e, mais do que isso, construir autoridade antes mesmo da carteira da OAB. Diferente do que muitos imaginam, não se trata de “virar influencer”, mas de transformar conhecimento jurídico em conteúdo útil, acessível e recorrente.
O primeiro ponto que precisa ficar claro é que o estudante de Direito não precisa ser especialista para criar conteúdo. Ele precisa estar um passo à frente de quem assiste. Muitos canais crescem justamente porque explicam matérias básicas, dúvidas comuns de sala de aula, rotina acadêmica e dificuldades que todo estudante enfrenta. Quem está no primeiro ou segundo ano precisa exatamente disso.
Em termos de conteúdo, as possibilidades são amplas. Um estudante pode criar vídeos explicando matérias da graduação de forma simples, como Direito Penal, Constitucional, Civil ou Processo Penal, sempre com linguagem clara e exemplos práticos. Também pode produzir conteúdo sobre como estudar para provas, como fazer resumos, mapas mentais, como se organizar na faculdade, como funciona um estágio, audiência, júri simulado ou até a experiência pessoal no curso. Outro formato que funciona muito bem são vídeos comentando decisões judiciais relevantes, casos famosos, crimes midiáticos ou temas que estão em alta, sempre com cuidado técnico e responsabilidade.
Há ainda um tipo de conteúdo extremamente valioso: conteúdo de bastidor. Mostrar a rotina de estudos, a preparação para provas, a ansiedade pré-avaliação, os erros e acertos ao longo da graduação cria identificação imediata. As pessoas não se conectam apenas com quem ensina, mas com quem vive o mesmo caminho que elas.
Quanto à monetização, é importante alinhar expectativas. O YouTube não paga rápido e nem fácil, mas paga de forma consistente quando o canal é levado a sério. A principal forma de monetização direta é o Programa de Parcerias do YouTube. Para participar, o canal precisa atingir, em regra, 1.000 inscritos e 4.000 horas de exibição nos últimos 12 meses, ou então 10 milhões de visualizações em Shorts em 90 dias. Atingidos esses requisitos, o criador pode ativar anúncios nos vídeos.
O pagamento do YouTube funciona por meio do RPM (receita por mil visualizações). No Brasil, canais jurídicos costumam ter um RPM relativamente bom em comparação com entretenimento puro, justamente porque o público é mais segmentado e atrai anunciantes qualificados. Isso significa que, embora não seja algo imediato, um canal jurídico bem posicionado pode gerar renda mensal recorrente com o tempo.
Além dos anúncios, existem outras formas de monetizar um canal ainda antes de atingir esses requisitos. Uma delas é o marketing de afiliados, indicando livros jurídicos, códigos comentados, cursos, planners de estudo ou materiais da Amazon, por exemplo. Cada venda gera uma comissão. Outra forma é usar o canal como vitrine para serviços futuros, como mentorias, cursos, aulas particulares, grupos de estudo ou, mais adiante, a própria advocacia, sempre respeitando as regras éticas da OAB quando aplicáveis.
Também é possível monetizar indiretamente. O canal fortalece o nome do estudante, gera networking, abre portas para convites, parcerias e até oportunidades profissionais. Muitos escritórios observam quem produz conteúdo de qualidade antes mesmo de olhar o currículo.
Sobre a prática, o mais importante é começar simples. Não é necessário câmera profissional, estúdio ou edição complexa. Um celular com boa iluminação, áudio compreensível e conteúdo bem estruturado é mais do que suficiente. O que faz um canal crescer não é a estética, mas a constância e a clareza da mensagem. Melhor postar um vídeo por semana durante um ano do que cinco vídeos em um mês e depois abandonar.
Por fim, é fundamental entender que o YouTube não é um projeto de curto prazo. Ele exige paciência, aprendizado contínuo e maturidade emocional. O crescimento costuma ser lento no início, e isso afasta muita gente. Mas quem persiste constrói algo que poucos conseguem: uma audiência própria, autoridade e independência.
Para o estudante de Direito, o canal no YouTube pode não ser apenas uma fonte de renda, mas uma extensão natural da formação acadêmica. Ensinar é uma das formas mais eficazes de aprender. E, muitas vezes, quem começa explicando para os outros acaba entendendo melhor para si mesmo, e sendo recompensado por isso.
Se o Direito já faz parte da sua rotina, transformá-lo em conteúdo pode ser o próximo passo lógico. O conhecimento você já está adquirindo. Falta apenas decidir se ele vai ficar restrito à sala de aula ou se pode alcançar muito mais gente.
Tudo o que expliquei aqui não é teoria. Eu fiz isso ainda na faculdade de Direito e construí um canal no YouTube que hoje é monetizei ainda na faculdade, falando de Direito de forma simples e acessível.
Se você quer ver, na prática, como transformar estudo em conteúdo e conteúdo em oportunidade, o link do meu canal está nos meus perfis. Comece por lá. Meu instagram: @felipe.s.macedo

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